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A ozonioterapia para tratar a Covid: friulano De Monte é premiado em Abruzzo

  • Foto do escritor: Agência BEUP Marketing
    Agência BEUP Marketing
  • 30 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Reconhecimento ao diretor de Anestesia de Udine: “O mérito é de toda a equipe e da direção da instituição”

Confira a tradução completa do artigo abaixo.



13 de dezembro de 2020


Em Udine, Amato De Monte, diretor do departamento de anestesia e reanimação da Azienda Sanitaria Universitaria Friuli Centrale (ASUFC), recebeu ontem em Pescara o prêmio “Medicina Italia”. Ele foi destacado por ter experimentado o uso da ozonioterapia no tratamento de infecções por coronavírus. “Ter Udine entre os seis premiados — declarou De Monte após retornar de Pescara — é motivo de orgulho”.


De Monte ressaltou que o prêmio reconhece o trabalho coletivo por trás da terapia testada em Udine. “O prêmio — reiterou — é um reconhecimento por todo o trabalho da equipe, do diretor da clínica de Infectologia, Carlo Tascini, e da direção da instituição, que apoiou sem hesitar o uso do ozônio no tratamento da Covid”.


Em sua quinta edição, o prêmio “Medicina Italia”, promovido pelo jornalista Paolo Minnucci, é entregue a pesquisadores e clínicos que se destacaram na Itália e no exterior.


Este ano, no contexto da pandemia, além de De Monte, foram premiados o professor Fabrizio Pregliasco (Universidade de Milão), o imunologista Pio Conti (Tufts University, Boston), o dr. Paolo Ascierto (Instituto Tumori de Nápoles), o dr. Massimo Andreoni (Universidade de Roma Tor Vergata) e a pesquisadora Antonella Santuccione, cofundadora e diretora do Women’s Brain Project (WBP).


Dada a pandemia, a atenção do júri estava totalmente voltada ao tema Covid.


O Comitê Ético Regional autorizou a equipe liderada por De Monte e Tascini a testar o tratamento em 100 pacientes — selecionados por um software que decidia quem receberia ozonioterapia ou outro protocolo.


A ozonioterapia foi apresentada como uma nova fronteira no combate à infecção. Em meio à primeira onda da pandemia, com os hospitais lotados e o SARS-CoV-2 ainda pouco conhecido, a direção da instituição autorizou o uso por entender que o ozônio não gera efeitos colaterais.


Em março, os primeiros 36 pacientes foram tratados — apenas um precisou ser admitido em UTI e intubado. Os demais, apesar de terem desenvolvido pneumonia e dificuldade respiratória grave, melhoraram rapidamente e foram liberados para voltar às suas famílias. Udine foi um dos primeiros hospitais italianos a testar a ozonioterapia, depois de receber aprovação institucional.


O Comitê Ético Único da região Friuli-Venezia Giulia autorizou um estudo randomizado ainda em andamento. Os resultados foram publicados recentemente na revista internacional Internal and Emergency Medicine, da editora Springer.


No artigo, os autores — entre eles Carlo Tascini, Giovanni Sermann, Alberto Pagotto, Emanuela Sozio, Chiara De Carlo, Alessandro Giacinta, Francesco Sbrana, Andrea Ripoli, Nadia Castaldo, Maria Merelli, Barbara Cadeo, Cristiana Macor e De Monte — relatam que a ozonioterapia retarda os efeitos da infecção por Sars-CoV-2, é de baixo custo e não apresenta efeitos colaterais.


Na cerimônia, realizada em Pescara sem público devido à pandemia, De Monte relembrou a trajetória do estudo, afirmando que sua experiência clínica ao longo de 20 anos o levou a propor essa nova abordagem. Ele dedicou o prêmio a todos os membros da equipe já experientes em ozonioterapia.

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